sábado, 26 de outubro de 2013

A BIBLIOTECA DE DEUS




Todos os homens em todas as épocas sempre tiveram consciência de pecados ou consciência moral inerente a seus atos. Talvez uma das primeiras compilações em forma de livro, foram dos egípcios. Quando alguém morria no Egito antigo, era feito um ritual de mumificação e junto com a múmia no sarcófago, eles deixavam uma espécie de cópia de um livro que segundo a crença serviria de guia espiritual contra alguns problemas que enfrentariam após a morte. Este livro ficou mundialmente conhecido como “livro dos mortos” e seu objetivo era que o candidato fosse guiado no caminho do além. Era comum a crença que diante da deusa Maat não valeria riqueza ou posição social, mas como esta pessoa se comportou ou o que praticou em sua vida. Podemos dizer que não comungavam da “justificação pela fé, sem as obras da lei (Rom 3:28)”, daí a importância deste livro para o povo. O que nos chama a atenção é a similaridade com a fé cristã, pois também temos um livro, que também serve como guia espiritual. Aqueles que foram escritos neste livro, não perecem, mas vivem para sempre (Ap 3:5). Falamos é claro no livro da vida, que tem causado muita polemica e debates ao longo dos séculos. Meu intuito portanto, não é fomentar a discussão, antes sistematizar nossa crença.

Sobre o livro da vida (Ap 20:15) temos um enorme número de teorias e explicações, a maioria especulativa, e em sua maioria, não satisfazem a quem questiona tanto de um lado como de outro. Afinal, que livro é este? Quando foi escrito? Existem mais deles? Ainda está sendo modificado? Como faço para colocar meu nome nele?

Todos nós conhecemos um dos jargões gospel mais famosos dentro da igreja moderna:

“Escreve Senhor meu nome no livro da vida nesta noite...”

“Eu creio que meu nome está sendo escrito agora pela fé, pois o que eu ligo na terra está sendo ligado nos céus...”

Precisamos com discernimento e subordinados a palavra de Deus, avaliar as passagens bíblicas a este respeito para que possamos compreender um pouco mais sobre este complicado assunto que sem dúvida alguma, entra em conflito com qualquer visão teológica e ampara implicações soteriológicas.

Comecemos falando sobre a diversidade de “livros” citados na bíblia para que possamos avaliar em qual categoria nosso estudo irá pairar. A medida que a narração bíblica vai evoluindo parece que dependendo do contexto que o autor quer anunciar, ele se vale de alguns livros como exemplo, senão vejamos:

LIVRO DOS VIVOS

“Sejam riscados do livro dos vivos, e não sejam inscritos com os justos. (Sl 69:28)”

O salmo faz distinção entre os que estão vivos e os que estão mortos, e que Deus possui um livro com estes dados. Como um registro civil que constassem todos que vivem dentro de uma cidade e quando morrem, são riscados deste livro. No salmo não aparece de forma literal, mas simbolicamente. Este livro é metafórico portanto.

LIVRO DA HISTÓRIA – (Sl 139:16)

“Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. (Sl 139:16)”

Este livro se resume ao argumento comprobatório sobre onisciência de Deus ao rumo dos acontecimentos. O salmista em um contexto onde Deus sonda tudo e todos, conhece a mente e os corações (Sl 139:2), conhecendo tudo o que existe ou vai existir, apela ao fato que todos estes acontecimentos estão registrados em um livro. Tudo já está previamente estabelecido por Deus, Ele não apenas conhece o futuro, mas também o determina.

LIVRO DAS CRÔNICAS - (2 Rs 15:31)

“Ora, o mais dos atos de Peca, e tudo quanto fez, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel. (2 Rs 15:31)”

Parece muito provável que Israel tenha produzido ao longo de sua história diversas literaturas comuns ao conhecimento do povo, tão comum e útil a compreensão, que diversos autores bíblicos fazem referências destes escritos que certamente o leitor daquela época estaria bem situado. O “livro das Crônicas dos Reis de Israel” citado inúmeras vezes no AT trazia uma parte dos reinados em Israel e suas implicações históricas, além de possivelmente ser um livro oficial e de posse hereditária (2 Rs 15:11; 2 Rs 15:15; 2 Rs 1:18; 2 Rs 15:31; 2 Rs 15:21;2 Rs 15:26;1 Rs 16:14;1 Rs 16:20;1 Rs 15:31;2 Rs 12:19;1 Rs 16:5;2 Rs 10:34;2 Rs 14:15;1 Rs 14:19;2 Rs 13:8; 1 Rs 16:27;2 Rs 14:18;2 Rs 15:36;2 Rs 23:28;2 Rs 14:28; 2 Rs 21:25;2 Rs 13:12;1 Rs 14:29;2 Rs 15:6;2 Rs 24:5;1 Rs 22:39; 2 Rs 16:19;2 Cr 20:34; 1 Rs 22:46;2 Rs 21:17;2 Rs 8:23;1 Rs 15:7;2 Cr 25:26;2 Rs 20:20;2 Cr 35:27;1 Rs 15:23;Es 10:2;Ne 12:23; 1 Cr 9:1; 2 Cr 32:32; 2 Cr 28:26; 2 Cr 27:7; 2 Cr 16:11; Es 6:1; 2 Cr 33:18...).

Além dos “livro das Crônicas dos Reis de Israel”, temos vários livros que a bíblia cita que não temos fonte muito menos acesso, mas que foram escritos em Israel e que certamente o povo se valia destes livros.

a)      Provérbios e Cânticos de Salomão: (1Rs 4:32-33);
b)      Livro dos Atos de Salomão (1Rs 11:41);
c)       Livro do Justo (Js 10:13);
d)      Livro dos Reis (2Cr 24:27);
e)      Anais dos Reis de Israel (2Cr 33:18);
f)       Comentários de Jeú, filho de Hanani (2Cr 20:34);
g)      A História de Osias, por Isaías, filho de Amós, o profeta (2Cr 26:22);
h)      Palavras de Hozai (2Cr 33:19);
i)        Livros dos Medos e dos Persas (Et 10:1-2);
j)        Livro das guerras do Senhor (Nm 21:14);
k)      Livro do Profeta Natã (2Cr 9:29);
l)        Livro de Samuel, o Vidente (1Cr 29:29);
m)    Livro de Aías, o Silonita (2Cr 9:29);
n)      Livro de Ado, o Vidente (2Cr 9:29; 2Cr 12:15; 2Cr 13:22);
o)      Livros de Semaias, o profeta (2Cr 12:15);
p)      Livro das Crônicas dos Reis de Israel (1Rs 14:19);
q)      Livro das Crônicas dos Reis de Judá (1Rs 14:29);
r)       Livro de 1° Enoque (Jd 1:14);
s)       Livro da Ascensão de Moisés (Jd1:9).

LIVRO DA LEI DE DEUS E LIVRO DA LEI DE MOISÉS– (Gl 3:10; Js 23:6)

Aqui é importante uma reflexão pois os adventistas sustentam que estes dois livros, quando registrados na bíblia, não são como sinônimos, mas realmente como livros separados, sendo um “livro da lei de Deus” e outro “livro da lei de Moisés”. Com uma interpretação alegórica sustentam que, dentro da arca da aliança continham as palavras com a lei de Deus (Decálogo) e fora da arca, a parte, existia um livro batizado de “livro da lei de Moisés” (Dt 31-24-26) que prescrevia as leis cerimoniais que deveriam mais tarde ser abolidas pois, foram de antemão figurativas. É evidente aqui um esforço sobre-humano para espremer da bíblia o que não é sua intenção, apenas para determinar leis continuístas e descontinuadas. Na verdade estas duas terminações são referências a lei de Deus (Ex 20; Dt 5). Temos inclusive o momento exato em que Moisés compele tudo o que recebera em apenas um livro, o que nos prova sua unicidade:

“E aconteceu que, acabando Moisés de escrever num livro, todas as palavras desta lei,
Deu ordem aos levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor, dizendo:

Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do Senhor vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti. (Dt 31:24-26)”

Apesar do “livro da lei de Moisés” estar ao lado da arca da aliança, e o decálogo dentro da arca, seu conteúdo é nada mais que as próprias palavras recebidas por Moisés no Sinai (Ex 19). Em outra parte Moisés o chama de livro da aliança (Ex 24:7), e que claramente apesar de outro titulo, ainda se refere a um único livro intitulado de várias maneiras.

LIVRO DA PROFECIA - (Ez 2:9)

“Então vi, e eis que uma mão se estendia para mim, e eis que nela havia um rolo de livro. (Ez 2:9)”

Os profetas eram pessoas levantadas e capacitadas por Deus para admoestar, edificar e exortar seu povo. De forma que estes profetas eram ferramentas, todas as coisas provinham de Deus. Naturalmente o conteúdo de sua mensagem que hoje conhecemos uma parte ou o suficiente para que creiamos, eram recebidos por visões (At 10:10), teofanias (Ex 3:2), escutando a voz de Deus (1 Sm 3:4-10), sonhos (Jl2:28), etc...

Neste texto, Ezequiel recebe esta profecia para ser proferida ao povo (casa rebelde), como uma espécie de visão de um livro, que claramente neste, estavam contidas a mensagem que Ezequiel deveria trazer da parte de Deus (Ez 2:7).

O LIVRO COM SETE SELOS É O LIVRO DA VIDA?

Fazemos esta pergunta, pois muito já foi dito a este respeito, mas a verdade é que pouco se sabe a respeito deste misterioso livro. Temos grande inclinação a acreditar que este livro que começa a ser descrito com mais clareza na bíblia em Apocalipse 5, não é o mesmo que o “livro da Vida” ou “Livro do Cordeiro”. Seu conteúdo é um mistério, o Instituto Moody de Chicago, em seu comentário sobre apocalipse comenta:

“O livro mesmo jamais é aberto. Isto, é claro, leva a muitas sugestões quanto ao conteúdo do livro. Simcox diz, certamente errando, que é o Livro da Vida. Irineu (pai da igreja) insiste que continha "as coisas de Cristo". Swete tem segurança ao dizer que o seu conteúdo abrange o futuro desconhecido, e assim ele o intitula de "o livro do destino". Milligan diz que contém "todo o conselho de Deus”. Comentário Bíblico Moody”

Como dito é um mistério seu conteúdo. O apóstolo João escreve esta revelação com o intuito de consolar e edificar a igreja de Cristo em todos os tempos, mas ainda que revelado, continuamos com vários mistérios que conheceremos apenas na Glória.

LIVRO DO CORDEIRO OU LIVRO DA VIDA

Este livro com certeza é o mais conhecido dentre os outros, também em proporção, o mais mal interpretado. Temos menção deste livro apenas no novo testamento, uma vez que, como já visto, os outros livros do AT referenciam outros aspectos. Ele aparece no AT apenas com o profeta Daniel em suas profecias (Dn 7:10; Dn 12:1). Este livro aludi a salvação do indivíduo. Se alguém tem seu nome escrito no livro da vida, então será salvo (Ap 20:15). Em outras palavras, “Se tiver seu nome escrito no livro da vida então significa que Jesus o resgatou na cruz (Cl 2:14), e de maneira nenhuma será condenado (Jo 6:37) ou perderá sua parte no Reino Eterno.”

Ademais veremos alguns aspectos para que compreendamos um pouco mais sobre o “Livro do Cordeiro” ou “livro da Vida”.

a)      Quando foi escrito?

“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. (Ap 13:8)”

Agora foi a vez dos pentecostais que observei em suas argumentações em favor do sinergismo, que sugerem a observação do texto original para percebermos que no texto de Ap 13:8 onde se diz “desde a fundação do mundo” no original se vale de:

Pro katabólês kosmon” – (desde a fundação do mundo - προ καταβολης κοσμου)

O que é diferente de:

antes da fundação do mundo” como sugerimos.

Em outras palavras eles afirmam que, “desde a fundação do mundo este livro vem sendo escrito”.

Estamos frontalmente contra esta posição que se vale de uso de traduções como fontes primárias, sem pesquisas etimológicas ou de qualquer outro gênero cientifico. Verifique que este argumento é facilmente combatido. Para uma rápida apologética, analisaremos que o texto traduzido em Ef 1:4 é utilizado o mesmo termo que em Ap 13:8. Veja o texto:

“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo; (Ef 1:4)”

“καθως εξελεξατο ημας εν αυτω προ καταβολης κοσμου; (Ef 1:4)”

Não resta dúvida que este livro foi escrito e selado antes da fundação do mundo e que nada pode ser alterado e/acrescentado a este livro, pois Deus nos predestinou em amor, antes da fundação do mundo.

b)      Posso ser riscado do Livro da Vida?

Em segundo momento, apresentam a doutrina de que um Cristão regenerado e justificado pode um dia, em virtude de seus atos, perder a sua salvação e ter o nome riscado do livro da vida. O principal texto para esta argumentação é Ex 32:32-33 onde Moisés tipificando a propiciação de Cristo, pede a Deus para que brande sua ira contra o povo, o que é inútil, pois apenas Jesus teria méritos suficientes:

“Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito.
Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro. (Êx 32:32-33)”

Como já foi visto neste estudo, facilmente comprovamos que existiam inúmeros livros no AT. Os reis da antiguidade possuíam um livro com o registro de todos os cidadãos de seu reino. De forma que quando morriam, tinham seu nome riscado do livro do reino. Deus aparentemente possuía um livro parecido que prefigurava o livro do cordeiro que conhecemos.  No livro dos vivos, as pessoas quando morriam eram riscados, pois perdiam a vida, e só poderiam ficar os vivos registrados neste livro. Vemos que todo este sistema aponta para Jesus, que somente em Cristo recebemos a promessa da vida (2Tm 1:1), pois ele é o Pão da Vida (Jo 6:48) e Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens (Jo 1:4):

“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus, 2 Tm 1:1”

Afinal, servimos o Deus de vivos, não de mortos, pois todos que receberam vida através do Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1:29), não é riscado do livro dos vivos (Ex 32:32-33):

“Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos. Lc 20:38”

Concordo com Jonh MacArthut Jr. que iluminado comenta:

“Êxodo 32:33, alguns argumentam, apóia a idéia que Deus pode remover o nome de alguém do Livro da Vida. Nessa passagem, o Senhor diz a Moisés que “aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro”. Não há contradição, contudo, entre essa passagem e a promessa de Cristo em Apocalipse 3:5. O livro mencionado em Êxodo 32:33 não é o Livro da Vida descrito em Filipenses 4:3, e mais tarde em Apocalipse (13:8; 17:8; 20:12, 15; 21:27). Pelo contrário, refere-se ao livro dos vivos, o registro daqueles que estão vivos (cf. Sl. 69:282). A ameaça, então, não é a condenação eterna, mas a morte física.”

Artigo: Riscar o Nome do Livro da Vida?
Autor: John MacArthur, Jr.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

c)       O Tribunal de Cristo

“E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. Ap 20:12”

A grande discussão em torno deste Livro se dá em razão a sua importância e utilização. Como vimos no texto acima, no Dia do Juizo Final, o Livro da Vida terá fundamental importância para o julgamento de todos. O texto parece apresentar um julgamento baseado em nossas obras, destruindo aqui, o pilar de nossa fé, de que somos salvo pela graça (Ef 2:8-10). Este interpretação se parece mais com o julgamento da deusa Maat, apresentado no começo do texto. Porém ao analisarmos o texto, veremos que não se trata de “justificação pelas obras” ou coisa parecida, mas vários livros descritos, não somente o Livro da Vida.

Diz o Texto:

“e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. Ap 20:12a”

Vimos aqui, dois tipos de livro, “livros” com nossas obras, e por fim o “Livro da Vida”.

“E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. Ap 20:12b”

Temos aqui salvação pelas obras? Evidente que não! Verifique que não esta sendo discutido salvação no texto, pois não se trata do Livro da Vida, que compete a salvação, mas dos “Livros” que contem nossas obras, que será neste grande Dia, julgado nosso GALARDÃO.

Quanto à salvação (Livro da Vida), temos este julgamento apenas no v. 15:

“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. Ap 20:15”

Com o exposto sobre todos os Livros e sua natureza, vimos à quantidade de livros e o quanto devemos estar atento para uma melhor compreensão das escrituras sagradas. Assim como o “livro dos Mortos” dos egípcios, nos temos o “Livro da Vida”, que também nos serve como guia, todos que foram resgatados por Cristo através do Espírito Santo, estão com os nomes registrado no Livro da Vida. Concluímos que, nossas obras competem ao nosso galardão. Nossa salvação, única e exclusivamente pela graça salvadora em Jesus Cristo, predestinados por Deus antes da fundação do mundo e registrado no Livro do Cordeiro, também antes da fundação do mundo (Ef 1:4; 1 Pe 1:20; Ap 13:8; 17:8; Jo 17:24; Mt 25:34; Hb 4:3; 9:26; Mt 13:35;)


PEDRO FERNANDES

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O ENDEMONIADO POR DEUS!




Em tempos em que o Cristianismo domina quase que a totalidade de nossa nação (86,8 % IBGE - 2010), poderíamos dizer que nunca ouve no Brasil um “avivamento” tão poderoso na história Cristã, se é que responder a um chamado (apelo) pode ser considerado uma verdadeira conversão. Talvez muito mais que conversões, temos atualmente adesões à fé Cristã. Por isso um país Cristão comete tanto pecado, pois a grande maioria aderiu a um sistema de fé ao invés de ser regenerado pelo Espírito Santo. Ao invés da igreja entrar no mundo e fazer diferença, o mundo ganhou a batalha e acabou entrando na igreja. É quase unânime entres os crentes de que “um Cristão Genuíno não pode ficar possesso por demônio”. Parece contraditório esta afirmação, pois em qualquer hora em que ligarmos a televisão em um canal gospel, veremos exorcismos e conversas com demônios dentro de igrejas de qualquer natureza e denominação. Se o país é Cristão, porque alguém nesta nação pode ficar possesso por demônios?

Escolhi o controverso Rei Saul como exemplo para comparação, pois entre outras “presepadas” como suicídio por forma de morte, temos inúmeros acontecimentos em sua vida que nos valem de preciosos argumentos para esta analise em questão. A narrativa da historia de Saul começa em 1 Sm 9:1 quando anteriormente o povo de Israel em profunda ingratidão ao Senhor dos Exércitos, pede a Samuel que interceda a Deus por um rei em semelhança as outras nações (1 Sm 8:19). Deus atende o absurdo clamor do povo e levanta Saul que era homem forte e preparado a vistas cegas dos homens (1 Sm 9:1). Em Saul temos os seguintes problemas:

1)      Saul era Crente?
2)      Se realmente fosse, como poderia ficar possesso por espíritos malignos (1 Sm 10:6) ?
3)      Saul pela sua vida dissoluta acabou perdendo a salvação?

O problema para nos que cremos na suficiência do sacrifício de Cristo, e professamos que um crente em Jesus não pode ser atingido por satanás (Sl 23:4), é que o texto diz que Saul seria “transformado em outro homem” e “receberia outro coração” (1 Sm 10:6-9). Se ele foi regenerado, logo era um crente legítimo de carteirinha e tudo, portanto segundo nossa lógica, nunca poderia ficar possesso por espíritos do mau, e sabemos que a história se desenrola diferente:

“E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem. 1 Sm 10:6”

E parece ser exatamente o que aconteceu a Saul poucos versos adiante:

“Sucedeu, pois, que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro; e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia. 1 Sm 10:9”

Muitos têm interpretado que Saul tenha sido nestes versos regenerado pelo Espírito Santo, e que posteriormente tenha perdido tanto seu ministério (1 Sm 15:10) quanto sua salvação e regeneração. O que pretendemos neste artigo é esclarecer alguns parâmetros da vida de Saul que são na maioria das vezes são mal interpretados.

SAUL E O ESPIRITO MALIGNO

Saul aparentemente fica possesso por um espírito maligno (1 Sm 16:14-23) e seus conselheiros sugerem que os servos reais procurem alguém que saiba tocar harpa (Davi) para que quando o rei ficasse possesso por aquele espírito, ao som da harpa fosse liberto, uma espécie de “Ministério de louvor de cura e libertação”, facilmente encontrado em nossos dias. Porém numa Análise do texto encontramos detalhes preciosos:

a)      “E o Espírito do Senhor se retirou de Saul, 1 Sm 16:14a”

O espírito maligno começou atormentá-lo apenas quando o Espírito Santo foi retirado de Saul.

b)      “E o Espírito do Senhor se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do Senhor. 1 Sm 16:14”

A procedência deste espírito também vinha da parte de Deus. O autor faz questão de deixar claro quem o enviou, todas as vezes que se menciona sobre o espírito maligno (1 Sm 16:14.1516.23) coloca ao final “da parte de Deus”. Porém da parte de Deus, não conseguimos por estas palavras discernir se (1°) este espírito era “mau” e foi apenas utilizado por Deus como instrumento ou se (2°) era um espírito “bom” e Deus o enviou para que atormentasse a Saul.

O ESPIRITO ENGANADOR DA PARTE DE DEUS

Temos um caso semelhante em 1 Rs 22:22-23 em que Deus põem um espírito enganador na boca de seus profetas para induzir o rei Acabe a selar seu próprio destino. Parece um problema semelhante ao espírito atormentador da parte de Deus para com o rei Saul. Se Deus proíbe a mentira (Dt 32:4; Hb 6:18; Ex 20:16; Ap 21:8), como  pode nos confundir com estas ações aparentemente tão contraditórias?

“Agora, pois, eis que o Senhor pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o Senhor falou o mal contra ti. 1 Rs 22:23”

Este exemplo além de vários outros, nos prova apenas que Deus é soberano e controla tudo e todos, inclusive os demônios e seus anjos. Martinho Lutero ao entender isso diz que “até o demônio é o demônio de Deus, pois serve aos seus propósitos!”. No caso de Jó, por exemplo, antes que se faça qualquer ação em sua vida, satanás pede autorização a Deus e então executar seus planos (Jó 1:6-12). Deus nesta ocasião e possivelmente em Saul também, permite a ação destes espíritos para que se cumpram seus propósitos. Deus não concorda com a mentira nem aprova a tormenta, mas permiti em alguns casos com fins didáticos e outros fins que nos é posto como mistério (Jó 38:4). Podemos ver na história a ação clara destes espíritos, mas, na vida do crente não se esqueça de incluir a seguinte sentença: “da parte de Deus!”.

SAUL FOI REGENERADO?

Segundo o Dicionário “Léxico do Novo Testamento – Editora Vida Nova” a palavra grega transliterada para “regeneração” é “Palinguénésia” – παλιγγενεσια (Mt 19:28; Tt 3:5). Entre os sinônimos encontramos: reestruturado, renovado, reorganizado, reestruturado, reavivado, transformado, endireitado (...). A pergunta é se conseguimos encontrar na vida de Saul sinais ou frutos (Mt 7:17) que nos oriente sobre sua improvável regeneração ou como posto, seu suposto reavivamento. Cito Rev. Angus Stewart que sabiamente nos trás detalhes preciosos sobre um dos reis menos crente de todo o AT.

“Saul foi “todos os seus dias inimigo de Davi” (18:29), pois sabia que ele o sucederia como rei. Duas vezes Saul tentou ferir a Davi com sua lança (18:11; 19:10). Ele tentou fazer com que os filisteus matassem-no na batalha (18:17, 25). Ele planejou capturar Davi quando esse deixasse a sua casa, executando-o em seguida (19:11-17). Davi escapou de Saul e então se escondeu nas florestas e cavernas (19:18ss.). Mesmo então Saul perseguiu a Davi, e tentou matá-lo. Tão grande era o ódio de Saul que qualquer um que parecesse favorecer a Davi era suspeito. Assim, Saul ordenou que Doegue, o edomeu, matasse 85 sacerdotes e suas famílias em Nobe (22:17-19), e Saul tentou até mesmo tirar a vida de Jônatas (20:33). Jônatas implorou a seu pai por Davi (19:4-7), e Davi por duas vezes poupou a vida de Saul (cap. 24, 26), mas após uma breve pausa Saul retomou seus esforços para assassinar Davi. Saul viveu e morreu odiando a Davi, o homem segundo o coração de Deus. Lemos em 1 João 3:15: “Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele”. Um dos últimos atos de Saul foi consultar uma feiticeira (1Sm. 28), algo proibido na lei de Deus (Dt. 18:14). Ele saiu desse mundo através de suicídio, como Aitofel, Zimri e Judas Iscariotes, com o julgamento de Deus sobre ele (1 Crônicas 10:13).”

Rev. Angus Stewart
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto


Concluímos que Davi tipifica o Reino de Jesus na terra enquanto a Saul, representa a constante perseguição que o mundo intenta contra os eleitos de Deus. Saul nos demonstra uma vida devassa, julgamos por suas obras, que é impossível alguém regenerado, andar com tais procedências. Saul ganhou outro coração (1 Sm 10:6-9) que serviu de capacitação (unção) para o ministério de Saul como rei de Israel, mas para sua salvação precisaria de um novo coração, um novo nascimento (Jo 3:3), para perder seu coração natural de pedra e ganharmos totalmente gratuito um coração de carne (Ez 11:19), coisa que não aconteceu com Saul, como percebemos através de seus atos. Dizer que todos que o Espirito Santo capacita será salvo seria esquisitice (Nm 22 22:23-31).

APOSTOLO PEDRO E SUA SUPOSTA POSSESSÃO DEMONIACA

Como referência para os que dizem que Saul ficara possesso por demônios sendo ele um crente regenerado (o que vimos ser impossível), dão como exemplo à suposta possessão do apostolo Pedro:

“Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens. Mt 16:23”

O impasse se Pedro era regenerado e selado já neste período não vem ao caso, pois não é a preocupação do texto, mas, tratar sobre a influência de Satanás e seu poder. Orígenes apesar de influenciado por sua famosa hermenêutica alegórica, ao comentar este texto diz que “Para trás de mim Satanás Mt 16:23a”, quer dizer que, em outras palavras: “Pedro, seu lugar é atrás de mim, não adiante. Seu lugar consiste em Me seguir e não me levar aonde VOCÊ quer que eu esteja”.

Sobre esta passagem ainda poderíamos apreciar os argumentos de William Barclay que em seu comentário sobre o evangelho de Mateus diz que:

“Encontramos um maior desenvolvimento deste tema quando analisamos esta frase de Jesus à luz das palavras que dirigiu a Satanás no final das tentações, tal como Mateus o apresenta em Mateus 4:10. Apesar de que nas traduções as passagens parecem diferentes são quase idênticas, embora não totalmente. Em Mateus 4:10 diz: "Vai-te, Satanás", que em grego se diz: "Hupage Satana." Neste caso diz a Pedro: “Para trás de mim, Satanás”", que em grego se expressa assim: "Hupage opiso mou, Satana." Agora, o fato concreto é que a ordem de Jesus a Satanás é diretamente: "Vai-te!", enquanto que sua ordem a Pedro é: “Para trás de mim”, quer dizer: "Volta a te converter em meu discípulo." A Satanás Cristo o expulsa de sua presença; a Pedro é-lhe lembrado que deve seguir a Cristo. Se havia algo em que Satanás jamais poderia converter-se, era em seguidor de Cristo; em seu orgulho diabólico jamais podia submeter-se a isso, por isso é Satanás.”

Concluímos, portanto que um Cristão genuíno não pode ficar possuído por espíritos malignos, pois somos guardados pelas mãos fortes de nosso Deus. Aquele que foi regenerado pelo Espírito Santo, Propiciado e Justificado perante nosso Senhor é guardado e conduzido a uma vida em boas obras (Ef 2:8-10; Fl 2:13). Pedro não foi possesso por satanás como judas (Lc 22:3) mas esteve por forte influência do maligno a ponto de querer fazer a suas próprias vontades ou como o texto diz “cogitando apenas as coisas dos homens”, fazendo portanto, objeção natural a Deus. Começamos com uma pergunta que no mesmo enunciado se responde. Porque crentes neste país que é muito mais “cristianizado” do que “cristão”, ficam possessos por espíritos malignos? E a resposta é que não se encontra conversões genuínas nas igrejas. Não existe mais busca pelo “nascer de novo (Jo 3:3)” tão valorizado nas escrituras. Porque Saul foi possesso? Porque nunca foi crente! Não foi regenerado. Não foi nascido do espírito, nascido do alto (Jo 3:3). Finalizo com uma citação bíblica que sanaria quaisquer resquício de duvida se é que não foram completamente resolvidas.

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado, antes, Aquele que nasceu de Deus guarda, E O MALIGNO NÃO LHE TOCA. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno. 1 Jo 5:18-19”


PEDRO FERNANDES

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

UM JESUS FRACO PREGADO NA CRUZ!




Neste tupiniquim país que se denomina Cristão em quase que sua plenitude, falar do sacrifício do Filho de Deus parece algo familiar e totalmente corriqueiro. É muito importante o termo “parece”, pois, neste pais “cristianizado” muito mais que Cristão, sobre Jesus e sua obra redentora se sabe muito pouco ou quase nada. Afinal o que jesus fez na cruz? Nos salvou? Providenciou a Salvação? Sofreu um martírio histórico e por isso nos é dado como exemplo? Foi um bom homem com uma grande história? Grande filósofo e produziu grandes ensinamentos?

Se você não conseguiu responder a maioria das perguntas acima você precisa continuar lendo este texto, ler a bíblia, ler bons livros, procurar urgentemente ajuda pastoral e o mais importante, se achegar a Deus em oração.

O cristianismo histórico defende que o homem no seu primeiro representante, transgrediu a lei de Deus e condenou toda a raça humana à escravidão do pecado, merecendo sofrer a justa condenação do Criador. Deus em rica misericórdia, decide providenciar o plano redentivo enviando na plenitude dos tempos (Gl 4:4), seu único Filho para que todo que nEle crê não pereça mas obtenha a salvação do eterno juízo de Deus (Jo 3:16).

Então me responda:

Porque vemos os pregadores da graça no final do seu sermão, aludindo uma longa lista do que devemos fazer para alcançar esta propiciação diante de Deus?

Porque nas mensagens Cristãs ouvimos sempre o “faça isto e será feliz!”, “para ser salvo você tem de fazer isto!”?

Não parece meio contraditório uma religião que prega a graça e ao mesmo tempo de maneira esquizofrênica também faz referência as obras as vezes na mesma frase?

A verdade é que a graça é constrangedora. Temos implantado na sociedade uma mentalidade legalista do “faça você mesmo” que diz que tudo na vida tem um preço e como podemos alcança-las. Não faz o menor sentido o bem mais precioso de nossas vidas “vir de bandeja”, sem nenhum preço a pagar, nenhuma contrapartida do homem. A nossa mente parece dizer assim: “ha não, de graça não!”. Simplesmente não estamos acostumados. É assim que os Cristãos que com a boca bravejam a religião da fé, como seus braços gritam a religião das obras.

CRISTO E A FIDELIDADE

Em berços neopentecostais que parecem ter perdidos de longe o evangelho de Cristo (Gl 1:8) pregam em nome de um estranho “jesus” uma vitória que nem de longe se parece com o que a palavra de Deus nos ensina. Focado nos bens materiais e coisas presentes, usam o nome de Deus apenas como “convidado especial” para chamar a atenção dos fiéis, quando não trocam o “sim salabim” pelo famoso “em nome de Jesus aconteça!”.

“Seja fiel e não ficarás mais doente”.

“Doe o que você tem, e sua vida vai mudar.”

“Faça isso e receba aquilo.”

“Sua vitória hoje tem sabor de mel”

“Onde eu colocar as minhas mãos prosperará (...) Prosperarei, transbordarei”

“As suas palavras tem poder, decrete com fé e receberás o que pedir”

Não duvido que pessoas tenham ganhado a vida nestes “shows da fé” e transformado a sua história como encontramos em vários testemunhos sinceros. Porém não intendo a necessidade de usar o nome de “jesus” para tal, programa de auto ajuda e palestras motivacionais também tem resultados parecidos.

CRISTO E AS OBRAS

Por outro lado vemos também no final dos sermões contemporâneos uma longa lista de deveres de casa que o candidato ao Reino Eterno deve fazer para “merecer” estar no céu. No final das contas estamos afirmando que o que Jesus fez por nos na cruz não foi suficiente para nossa salvação e que precisamos por conta própria resolver o problema ou contribuir com a solução. Sabemos pelo testemunho bíblico que isto seria impossível.

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.

De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Rm 7:14-17”

CRISTO E A COOPERAÇÃO HUMANA

Esta visão conhecida como Sinergismo, corrente teológica mais popular no mundo Cristão moderno, entende que Jesus na cruz não salvou de maneira suficiente e eficazmente o pecador, antes, “providenciou” a salvação para aqueles que um dia creriam em sua salvação. De maneira simples pregam que o homem tem a capacidade de buscar a Deus e poderia escolher de maneira livre a salvação ou condenação. Nesta confusa lógica dizem que o sacrifício de Jesus não foi suficiente e eficaz para a salvação do pecador, pois, alguns não vão crer e não vão aceitar este sacrifício, portanto, Jesus não teria salvado pecadores na cruz, porém, “providenciado” a salvação. Não conseguimos ver esta posição de maneira clara pois o tempo todo em inúmeros textos, a bíblia evidencia o pecado do homem e sua total incapacidade de auto salvação:

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Rm 3:23”

“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Rm 3:10-11”

CRISTO E A FÉ

Este seria talvez o nível menos perceptível e não menos perigoso de legalismo nos arraiais Cristãos. Nesta ânsia de “cooperação” para a salvação, tentando de alguma maneira “fazer a sua parte”, até mesmo entre os Cristão históricos encontramos brotando o conceito legalista de que para ser salvo não precisa de obras mas precisa-se de fé. Ora, este conceito é estranho e contraditório pois apenas retiraram a condicional “obras” colocando outra condicional “fé”, o que no final ainda é condição para a salvação, o que perderia a qualidade de salvação pela graça.

Veja o exemplo brilhante e divino, onde o apostolo Paulo nos orienta sobre a profundida da Graça salvadora de Deus em seu Filho Jesus:

“Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Rm 4:4”

A questão como demonstrado acima é bem simples. Se você trabalha para sua salvação como cooperador, ajuda com suas boas obras ou até mesmo com sua fé, sua salvação não virá como um presente mas como um pagamento de uma dívida. Tudo o que fazemos aparentemente de bom, só o fazemos porque já fomos salvos e esta será a grande prova de que este foi realmente alcançado por Cristo (Tg 2:14). Nossas obras nunca serão chamadas de “ação” direta para nossa salvação, antes, sempre será considerada como “reação” para o que recebemos de graça. Consideremos de bom coração este presente que recebemos “apesar” de nossas qualificações e méritos pois realmente não os tínhamos, recebemos única e exclusivamente pelos méritos e qualificações do nosso Senhor e Redentor, Jesus o Cristo!

PEDRO FERNANDES